Myrthes Bevilacqua Corradi, primeira mulher eleita deputada federal pelo Espírito Santo, faleceu nesta sexta-feira (12), aos 86 anos. Advogada, professora e referência na educação capixaba, ela deixa um legado marcado pela defesa da justiça social e pela atuação pioneira na política.
Trajetória de pioneirismo
Natural de Cachoeiro de Itapemirim, Myrthes construiu sua carreira no magistério e no direito, áreas em que sempre foi reconhecida pela dedicação e pelo compromisso com a formação de novas gerações. Sua atuação como professora a projetou como liderança respeitada no Estado, credenciando-a a disputar e conquistar um espaço no Congresso Nacional.
Eleita deputada federal, Myrthes defendeu os interesses do Espírito Santo em Brasília, destacando-se como voz feminina em um cenário ainda marcado pela predominância masculina. Sua presença no Parlamento abriu caminhos para outras mulheres na política capixaba.
Homenagem do Governo do Estado
Em memória da ex-deputada, o governador Renato Casagrande (PSB) decretou luto oficial de três dias em todo o Espírito Santo. “Myrthes Bevilacqua foi exemplo de dedicação à educação e à justiça social. Sua trajetória inspira e continuará a ser lembrada por todos nós”, afirmou o chefe do Executivo estadual.
Legado na educação e na política
Ao longo de sua vida, Myrthes Bevilacqua Corradi consolidou-se como referência no magistério, formando gerações de estudantes e influenciando o debate educacional no Espírito Santo. Na política, simbolizou a luta pela maior participação das mulheres nos espaços de poder e decisão.
Sua partida encerra um ciclo importante da história capixaba, mas sua memória permanecerá como símbolo de coragem, pioneirismo e compromisso com a coletividade.




