Território de Maruípe se une na prevenção do câncer de mama

Para lembrar a importância do autocuidado às mulheres, a rede intersetorial de Maruípe realiza, nesta sexta-feira (3), a partir das 9 horas, um abraço simbólico na Praça de Eucalipto, localizada em frente ao Hospital Santa Rita de Cássia.

O ato, alusivo à campanha Outubro Rosa, chama atenção para a necessidade de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama e do colo do útero. Esses dois tipos são os mais comuns entre as mulheres no Brasil, mas existem prevenção e tratamento para eles, que são mais eficazes quando a detecção da doença é feita no início.

Apresentações culturais, com exibição da banda de música da Escola Municipal de Ensino Fundamental e Tempo Integral (Emef TI) Eunice Pereira Silveira e também protagonizado pelas crianças do Centro de Convivência do Bonfim, fazem parte da programação.

A coordenadora do Centro de Referência de Assistência Social de Maruípe, Daniela Colatto, disse que o tema é tão relevante que mobiliza toda a rede socioassistencial e parceiros das áreas de Saúde e Educação. “É uma situação que impacta toda a sociedade. Essa ação reforça a importância do conhecimento sobre o próprio corpo e da busca por informações sobre prevenção e exames”, comentou ela.

A secretária de Assistência Social, Soraya Mannato, fez questão de enfatizar: “hoje, grande parte da população já é consciente de que a prevenção e o autocuidado são extremamente importantes para o controle e combate da doença. Mas os números cada vez mais crescentes mostram que é preciso reforçar essa luta e despertar nas mulheres essa preocupação”, explicou ela.

Prevenção

A recomendação para as mulheres a partir dos 40 anos é que o exame seja feito sob demanda, em decisão conjunta com o profissional de saúde. A paciente deve ser orientada sobre os benefícios e desvantagens de fazer o rastreamento. Mulheres nesta idade tinham dificuldade com o exame na rede pública de saúde por conta da avaliação de histórico familiar ou necessidade de já apresentar sintomas. Apesar disso, as mamografias no SUS em pacientes com menos de 50 anos representam 30% do total, equivalente a mais de 1 milhão em 2024.

Outra medida é a ampliação da faixa etária para o rastreamento ativo, quando a mamografia deve ser solicitada de forma preventiva a cada dois anos. A idade limite, que até então era de 69 anos, passará a ser até 74 anos. Quase 60% dos casos da doença estão concentrados na faixa dos 50 aos 74 anos e o envelhecimento é um fator de risco para o câncer de mama.

A ampliação do acesso à mamografia aproxima o Brasil de práticas internacionais, como as adotadas na Austrália, e reforça o compromisso em garantir diagnóstico precoce e cuidado integral às mulheres brasileiras. O câncer de mama é o mais comum e o que mais mata mulheres, com 37 mil casos por ano.

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