Foto: Wallace Hull/PMCI
Nesta segunda-feira (29) a maior cidade do sul do estado celebra uma das festas populares mais tradicionais da região – a Festa de Cachoeiro, que está em sua 87ª edição.
Idealizada pelo escritor Newton Braga, um grande apaixonado pela cidade, a ideia de realizá-la começou a ser inicialmente difundida pelo jornal Correio do Sul, em 1936, mas sua primeira edição foi realizada três anos depois, em 1939.
A data foi escolhida, e ao contrário do que ocorre na maior parte dos municípios, não ocorreu no dia da emancipação política, que é celebrado em 25 de março.
“Aqui, Newton Braga preferiu o dia do padroeiro, São Pedro, comemorado dia 29 de junho para incentivar os cachoeirenses que estavam morando fora a participarem da festa. Ele acreditava que, por muitos já terem vindo para as festas de fim de ano e terem gastos com o Carnaval, uma data um pouco mais longe permitiria que mais pessoas voltassem e pudessem de novo se reencontrar com amigos e parentes”, conta o coordenador do Arquivo Público Municipal Sala Evandro Moreira, Lucimar Costa.
Três anos depois, a festa ganhou outra contribuição bastante tradicional: a figura do Cachoeirense Ausente nº1 – uma pessoa que estava morando fora e que seria homenageada para representar todos aqueles cachoeirenses que estavam morando fora da cidade e que não poderiam voltar à terra natal para confraternizar.
Essas são as primeiras páginas de uma história que se consolida ano após ano. O escritor lançou as bases de uma festa que é única em todo o estado do Espírito Santo. Primeiro porque, como tradicionalmente ocorre em outros municípios, não comemora a emancipação política que data de 25 de março de 1856.
Segundo, porque emana de um certo bairrismo que o cachoeirense já tinha no início do século passado. A presidente da Academia Cachoeirense de Letras, Marilene Depes, conta que, embora tradicional, a festa mantém seu apelo popular.
“Os bairristas e saudosistas participam de quase tudo, desde a chegada do Cachoeirense Ausente. Eu, especialmente, aprecio a acolhida do Cachoeirense Ausente no Centro Operário, amo o glamour do Baile de Gala e as homenagens prestadas. Aprecio as Sessões Solenes da Câmara e da Prefeitura. Enfim, amo o respeito à cultura e tradições de nossa querida cidade”, conta Marilene.




