Guardiões Ambientais Mirins vivenciam experiência com abelhas sem ferrão no CEA Mata Paludosa
Foto Divulgação
Guardiões Ambientais Mirins aprendem sobre abelhas sem ferrão e Mata Paludosa.
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Guardiões Ambientais Mirins aprendem sobre abelhas sem ferrão e Mata Paludosa.
Aprender sobre a natureza com os pés no território, os olhos atentos e os sentidos despertos. Foi assim a manhã da turma de Guardiões Ambientais Mirins – 2026, nesta terça-feira (11), no Refúgio de Vida Silvestre Municipal da Mata Paludosa, em Jardim Camburi, Vitória.
A atividade reuniu crianças assistidas pelos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), nos bairros Consolação e Jaburu. A programação foi mediada pela equipe técnica da Gerência de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), por meio do Centro de Educação Ambiental (CEA) Mata Paludosa.
Com uma proposta que uniu aprendizagem, sensibilidade e contato direto com a natureza, os participantes vivenciaram experiências no Circuito Sensorial Ambiental, passando pelo jardim sensorial, pelo meliponário de abelhas sem ferrão e pelo pomar de frutas e saberes.
A ação reforça o papel das unidades de conservação como salas de aula vivas, onde crianças e adolescentes podem aprender sobre biodiversidade, cuidado ambiental, pertencimento e responsabilidade coletiva a partir da experiência prática.
Durante a programação, os Guardiões Ambientais Mirins participaram de atividades que estimularam a observação, a curiosidade e a interação com o ambiente. No jardim sensorial, os participantes puderam perceber texturas, aromas, formas e cores, ampliando a relação com a natureza por meio dos sentidos.
No meliponário, a vivência com as abelhas sem ferrão aproximou as crianças da importância desses insetos para a polinização, a produção de alimentos e o equilíbrio dos ecossistemas. A atividade também ajudou a desmistificar a relação com as abelhas, mostrando que elas são fundamentais para a vida e para a manutenção da biodiversidade.
Já no pomar de frutas e saberes, os participantes tiveram contato com espécies vegetais e conversaram sobre alimentação, ciclos da natureza, cuidado com as plantas e a importância das áreas verdes no cotidiano da cidade.
Um dos pontos centrais da atividade foi a interpretação ambiental, que possibilitou às crianças conhecer, de forma acessível, as características ecológicas da mata paludosa, ecossistema associado à Mata Atlântica e protegido no refúgio localizado em Jardim Camburi.
A vivência permitiu que os participantes compreendessem que esse ambiente, mesmo inserido em uma área urbana da capital, abriga vida, diversidade e processos naturais importantes para o equilíbrio ambiental. A proposta foi mostrar que nascentes, áreas verdes, fauna, flora e espaços protegidos fazem parte da qualidade de vida da cidade e precisam ser conhecidos, respeitados e preservados.
A programação também contou com dinâmicas e jogos educativos voltados à cooperação, ao cuidado com a natureza e ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais. As atividades foram planejadas para respeitar diferentes formas de aprender e interagir com o ambiente, tornando a educação ambiental mais inclusiva, participativa e acolhedora.
Protagonismo
O programa Guardiões Ambientais Mirins tem como objetivo preparar crianças e adolescentes para se tornarem protagonistas e multiplicadores de práticas socioambientais em suas comunidades.
A formação parte de uma ideia simples e potente: quando a criança conhece o território, ela passa a cuidar dele com mais consciência. Ao vivenciar a natureza de perto, os participantes compreendem que parques, trilhas, córregos, nascentes e unidades de conservação não são espaços distantes da vida cotidiana, mas elementos essenciais para a saúde, a segurança hídrica e a qualidade de vida da cidade.
Nesse sentido, a parceria entre a Semmam e a Semas amplia o alcance da educação ambiental ao aproximar as vivências dos públicos atendidos pelos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. A iniciativa fortalece o acesso democrático ao conhecimento ambiental e valoriza a participação das crianças como agentes de transformação em seus territórios.
Mais do que uma visita, a atividade no REVIS Mata Paludosa foi uma oportunidade de construir vínculos entre infância, natureza e cidade. Ao tocar, observar, escutar, perguntar e participar, os Guardiões Ambientais Mirins transformaram o aprendizado em experiência concreta.
A ação reforça que a educação ambiental é mais efetiva quando acontece de forma viva, sensível e conectada ao território. Ao conhecerem a mata paludosa, as abelhas sem ferrão e os espaços de conservação de Vitória, as crianças também aprendem que preservar é um gesto coletivo, que começa no olhar, passa pelo cuidado e se multiplica dentro das comunidades.
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Guardiões Ambientais Mirins aprendem sobre abelhas sem ferrão e Mata Paludosa.
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Guardiões Ambientais Mirins aprendem sobre abelhas sem ferrão e Mata Paludosa.




