O Espírito Santo volta a se destacar no cenário nacional da cafeicultura com um produto único e valorizado: o Café do Jacu, considerado o mais caro do Brasil. Ele é produzido na Fazenda Camocim, localizada em Pedra Azul, distrito de Domingos Martins, região serrana capixaba.
O café se tornou famoso pelo processo inusitado de produção. Os grãos são selecionados e ingeridos pelo jacu, ave nativa da Mata Atlântica. Após a digestão, eles são coletados das fezes da ave e passam por um rigoroso processo de higienização e beneficiamento. O resultado é um café raro, de sabor diferenciado e altíssimo valor no mercado.

Valor e reconhecimento
Atualmente, o Café do Jacu pode ser encontrado por valores em torno de R$ 1.600 o quilo. Em leilões internacionais, já alcançou cifras impressionantes: uma saca de 60 quilos chegou a ser vendida por R$ 39 mil, consolidando o café de Domingos Martins como um dos mais caros e exclusivos do mundo.
Sustentabilidade e inovação
Mais do que uma curiosidade, o Jacu Coffee é símbolo de sustentabilidade. A Fazenda Camocim adota práticas de agricultura regenerativa, respeitando o ecossistema local. O jacu, antes considerado uma “praga” por se alimentar dos frutos do café, passou a ser aliado do processo produtivo, escolhendo apenas os grãos mais maduros e de melhor qualidade.
Domingos Martins em destaque
O feito reforça a vocação de Domingos Martins como polo de produtos especiais e de qualidade internacional. Além da beleza natural da região serrana, o município agora se destaca também pela produção de um café que chama atenção de consumidores exigentes no Brasil e no mundo.
O Café do Jacu é um exemplo de como inovação, respeito ao meio ambiente e tradição agrícola podem se unir para gerar valor agregado, reconhecimento e orgulho para a cafeicultura capixaba.



