Mata Paludosa tem mês de vivências, plantio e educação ambiental
Foto Divulgação
Centro de Educação Ambiental Mata Paludosa
O mês do Meio Ambiente tem sido vivido na prática no Refúgio de Vida Silvestre (Revis) da Mata Paludosa, em Jardim Camburi. Ao longo de junho, o Centro de Educação Ambiental (CEA) Mata Paludosa promove uma programação voltada à sensibilização ecológica, participação comunitária, contato com a natureza e valorização da Mata Atlântica em área urbana.
As atividades reúnem estudantes, professores, famílias, educadores sociais e comunidade em trilhas interpretativas, diálogos ambientais, oficinas, vivências de campo, ações de observação da biodiversidade e experiências práticas de cuidado com o território.
A programação começou na primeira semana de junho com dois marcos importantes para a educação ambiental em Vitória: a entrega da nova sede do CEA Mata Paludosa e o lançamento da Semeiteira Pedagógica.
O novo espaço amplia a capacidade de atendimento do CEA e fortalece as ações desenvolvidas junto a escolas, comunidades e diferentes públicos. Já a Semeiteira Pedagógica passa a funcionar como ambiente educativo para atividades ligadas à produção de mudas, ao contato com a terra, à valorização da flora nativa e à compreensão dos ciclos naturais.
A estrutura reforça o papel do CEA como espaço de aprendizagem prática, onde a educação ambiental deixa de ser apenas conteúdo teórico e passa a ser vivida por meio da experiência, da observação e da participação direta.
Mata Atlântica
Localizado em Jardim Camburi, o Refúgio de Vida Silvestre da Mata Paludosa é uma importante Unidade de Conservação de Vitória. O espaço preserva características ambientais relevantes e oferece à população a oportunidade de conhecer, dentro da cidade, um ecossistema associado à Mata Atlântica.
Durante as atividades, os participantes são convidados a observar a biodiversidade, compreender a importância da conservação urbana e refletir sobre a relação entre meio ambiente, qualidade de vida e responsabilidade coletiva.
As trilhas interpretativas, os diálogos ambientais e as vivências sensoriais ajudam a aproximar crianças, jovens e adultos dos desafios reais da preservação. A proposta é fazer com que cada participante reconheça o território como parte da própria vida e entenda que conservar também é uma forma de cuidar da cidade.
Educação ambiental e assistência social
Um dos destaques da programação foi a formação em Educação Ambiental realizada com educadores sociais da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). A iniciativa fortalece a integração entre políticas públicas e amplia o alcance das práticas educativas voltadas à sustentabilidade.
Ao aproximar os profissionais da assistência social dos espaços ambientais da cidade, o CEA contribui para que os conhecimentos vivenciados nas unidades de conservação possam chegar também aos territórios, aos serviços de convivência, às famílias e às comunidades atendidas.
Essa articulação reforça a educação ambiental como ferramenta de cidadania, pertencimento e transformação social.
Oficinas, escolas e comunidade
Ao longo da segunda quinzena de junho, o CEA Mata Paludosa intensificou a programação com uma agenda diversificada voltada a escolas, universidades, parques urbanos e comunidades de Vitória.
Entre as ações realizadas estão os Diálogos Ambientais do Projeto Mata Paludosa com estudantes da rede municipal, oficinas de reaproveitamento de resíduos sólidos para produção de vasos autoirrigáveis e vivências ambientais com estudantes, familiares e professores da Criarte-Ufes.
As atividades trabalham temas como biodiversidade, resíduos, consumo consciente, cuidado com a água, valorização das áreas verdes e preservação dos ecossistemas urbanos. O objetivo é estimular uma percepção mais crítica e participativa sobre o meio ambiente, aproximando o aprendizado da realidade cotidiana da população.
Programação segue até o fim de junho
Até o final do mês, novas atividades seguem mobilizando diferentes públicos. A programação inclui diálogos sobre guarda responsável de animais domésticos, vivências ambientais no Refúgio de Vida Silvestre da Mata Paludosa com estudantes e familiares, além de ações de pesquisa, observação e sensibilização ambiental no território.
Segundo a educadora ambiental do CEA Mata Paludosa, Osnéia Péccoli, o objetivo das ações é fortalecer uma educação ambiental crítica, participativa e conectada à vida das pessoas: “Mais do que transmitir informações, buscamos proporcionar experiências significativas que aproximem as pessoas da natureza e fortaleçam a construção de uma cultura de respeito à vida, à biodiversidade e ao bem comum”, destaca.
Espaço de formação e transformação
Com uma programação que integra educação, conservação e participação social, o CEA Mata Paludosa reafirma seu papel como espaço de formação, diálogo e transformação socioambiental em Vitória.
As atividades mostram que o Mês do Meio Ambiente não se resume a uma data no calendário. Ele pode ser uma oportunidade concreta para plantar novas ideias, fortalecer vínculos com o território e despertar atitudes de cuidado que permanecem depois que junho termina.




