Arraia da convivência fecha ciclo de atividades de julho no Centro de Convicência
Espetáculo é a palavra que melhor define a programação do Arraiá da Convivência no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Centro de Vitória. Antes do arrasta-pé, ao som de Elza Soares, participantes das atividades assumiram o protagonismo no espetáculo Resistência feminina, vidas em movimento, dando voz às mulheres no combate à violência doméstica.
Em seguida, a programação teve de tudo: desfile, sorteio de brindes e baile até o casamento nada tradicional da roça, que arrancou muitos aplausos, elogios e expressões de apoio ao amor. Maria da Penha Chaves, de 87 anos, disse que estar naquele lugar a deixava muito feliz. “Gosto de participar, de dançar quadrilha e não perco uma atividade. Deixo tudo para trás para estar aqui”, comentou a idosa.
Marcélia Sant’Anna, de 65 anos, estava radiante com seu vestido florido e rodopiando com a coreografia do grupo. Quem a via sorridente nem de longe imaginava que ela estivesse com os pés inchados e doloridos em consequência de um problema de saúde. “Estou toda estropiada, mas estou muito feliz. Aqui, afasto as dores que sinto no corpo todos os dias o tempo todo. Estou aqui de segunda a quinta-feira participando de alguma coisa e assim vou seguindo feliz”, disse ela, acrescentando que acordou antes mesmo das galinhas por causa da ansiedade e do desejo de participar do evento.
A animação dos participantes do arraiá contagiou de imediato Marlene Leal Pereira. Ela, que estava naquele ambiente pela primeira vez, disse que já estava se sentindo pertencente ao grupo. Recém-aposentada, Marlene contou que já se inscreveu para entrar no Centro de Convivência e tem a expectativa de construir novas amizades. “Cansei de ficar em casa sem fazer nada, parada. Agora, vou ter um grupo para me acompanhar, me divertir e criar novos elos”, disse ela.
A coordenadora do Centro de Convivência, Karine Juvêncio, contou que o Arraiá fecha o ciclo de atividades de julho do jeito e no clima que as pessoas idosas gostam: com animação, convivência comunitária, sentimento de inclusão e vínculos fortalecidos.
A gerente de Serviços de Convivência da Semas, Pâmela Costa, destacou que o arraiá faz parte do planejamento das ações pensadas, articuladas e desenvolvidas para o público idoso de forma a garantir o acesso à expressões culturais e à convivência social.
Carla Scardua, secretária de Assistência Social de Vitória, faz questão de destacar o papel social do serviço. “Espaços como este materializam o trabalho social e asseguram que as pessoas idosas tenham seus direitos de convivência comunitária e direitos sociais vividos no cotidiano”, declara.










