Estudantes da capital conquistam 40 premiações em Olimpíada Brasileira – Prefeitura de Vitória

Estudantes da capital conquistam 40 premiações em Olimpíada Brasileira


  • Educação de qualidade

Acácio Rodrigues

Estudantes da EmefTI Anacleta Schneider Lucas conquistam prêmios na OBAPO

Estudantes premiados na OBAPO

Acácio Rodrigues

Trabalhos expostos sobre Africanidades na EmefTI Anacleta Schneider Lucas

Trabalhos sobre Africanidades expostos na EmefTI Anacleta Schneider Lucas.

Estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental em Tempo Integral (EmefTI) Anacleta Schneider Lucas conquistaram 40 premiações na Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários (OBAPO). Essa é uma competição nacional dedicada a promover o conhecimento e a valorização das histórias e culturas afro-brasileira, africana e indígena. O objetivo da Olimpíada é fortalecer a implementação das diretrizes curriculares, incentivar o interesse dos estudantes pela história da diáspora africana e dos povos originários.

Foram duas medalhas de ouro, nove medalhas de prata, 14 medalhas de bronze e 14 menções honrosas. Sabrina Kelly de Souza Pereira, professora de Geografia das turmas do 6º ao 9º ano, foi a responsável pelas aulas no contraturno escolar.

“Não foi tão complexo encaixar, porque são conteúdos que trabalho com os alunos em sala de aula. Nas turmas de sétimo ano, por exemplo, estamos estudando muito sobre a construção da identidade do povo brasileiro, que é basicamente o que a OBAPO cobra. Tento sempre encaixar de forma que os alunos possam absorver o conhecimento. Ofereci desde aulas expositivas, documentários, animações, que mostram os povos indígenas, a cultura africana, enfim, os estudantes são bastante curiosos e aproveito essa curiosidade. A prova cobra conteúdos de História, Geografia, Arte, então quando chegou a época da OBAPO, já tinha desenvolvido com eles. Aproveitei para relembrar esses conteúdos”, disse Kelly.

Diretor da EmefTI Anacleta Schneider Lucas, Tiago Mendes explica que as aulas de Sabrina e a participação na Olimpíada não foram obra do acaso. “As relações étnico-raciais perpassam o currículo, todas as áreas do conhecimento que a gente trabalha, e os momentos com os estudantes. Participar da OBAPO é mais do que a premiação, é a aprendizagem que os estudantes estão fortalecendo e nosso compromisso reafirmado com a questão da identidade enquanto educador e enquanto sociedade. Temos esse trabalho intercurricular, e temos feito isso diariamente. Os estudantes foram coroados com 40 premiações”.

Segundo o diretor, a EmefTI segue promovendo estudos da temática da OBAPO. “A gente está sempre promovendo na escola atividades como rodas de conversa, pessoas da comunidade, para falar sobre o tema com os estudantes. Temos um projeto de pesquisa desenvolvido pelos estudantes da escola, em parceria com a Fapes e o Ifes, que é sobre saberes ancestrais femininos, somados ao trabalho feito nas salas de aula, nas eletivas, para mantermos essa chama acesa que é promover a igualdade racial”.

Medalhista de ouro, o estudante Daniel da Rocha Oliveira Ribeiro, de 7 anos, da turma 2º ano A admite: “Fiz a prova e gosto muito de estudar. Fiquei feliz quando vi que ganhei a medalha de ouro. Não fiquei nervoso, foi tranquilo”, afirma o pequeno, que mora no Parque Moscoso.

Julia Nobre Sena, de 9 anos, do 3º ano A, foi medalhista de prata. “Foi uma experiência legal fazer a prova, aprender, e gostei mais de aprofundar sobre o tema, dos nossos ancestrais, a africanidade, a realidade das pessoas, mostrando a importância, o valor e tudo mais. Me senti nervosa na hora de fazer a prova, mas fiquei feliz com o resultado, fiz o meu melhor. Queria ser empresária e ajudar minha família”, disse a estudante, moradora do Centro.

Depois de conquistar medalha de prata, Diego de Castro, de 13 anos, da turma 7º ano A e morador do Centro de Vitória, destaca: “Gosto muito de relembrar sobre os ancestrais, dos povos originários, dos africanos, e é uma questão de pessoas que passaram antes de mim. Temos uma pesquisa sobre o quanto essas pessoas colaboraram com a nossa história. Gosto dessa área e quero saber mais sobre essa questão da época antiga”.

Ouro na OBAPO e moradora da Cidade Alta, Maria Fernanda de Almeida Luz, 12 anos, do 7º ano A, acredita que “sempre é importante e interessante estudar sobre nossos antepassados, o berço da humanidade. A gente vem aprendendo isso na escola desde pequeno. Sempre fazemos atividades sobre o assunto. Em volta da escola temos muito essa cultura. Quero ser dermatologista quando crescer”, contou.

Acácio Rodrigues

Trabalhos expostos sobre Africanidades na EmefTI Anacleta Schneider Lucas

Trabalhos sobre Africanidades expostos na EmefTI Anacleta Schneider Lucas.

Acácio Rodrigues

Trabalhos expostos sobre Africanidades na EmefTI Anacleta Schneider Lucas

Trabalhos sobre Africanidades expostos na EmefTI Anacleta Schneider Lucas.

Notícias Relacionadas