PMV amplia diálogo com famílias atípicas e fortalece construção de políticas públicas – Prefeitura de Vitória

PMV amplia diálogo com famílias atípicas e fortalece construção de políticas públicas


  • Cidades e comunidades sustentáveis

Leonardo Duarte

PMV amplia diálogo com famílias atípicas e fortalece construção de políticas públicas

Famílias atípicas da capital participam de reunião na PMV para fortalecimento do diálogo e construção de políticas públicas voltadas a elas.

PMV amplia diálogo com famílias atípicas e fortalece construção de políticas públicasnas reuniões semanais realizadas com lideranças comunitárias das regionais da cidade, a Prefeitura de Vitória criou um novo espaço permanente de diálogo voltado às famílias atípicas. A iniciativa reúne a prefeita, secretários municipais, representantes de órgãos da administração e mães, pais, responsáveis e associações que atuam na defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

O objetivo é ouvir diretamente as demandas de quem vivencia diariamente os desafios da inclusão, promovendo um diálogo transparente e aproximando a gestão municipal da população. Durante os encontros, os participantes apresentam sugestões, relatam dificuldades e apontam necessidades relacionadas a áreas como saúde, educação, assistência social, mobilidade e acessibilidade.

A prefeita destacou que o formato da reunião foi inspirado nos encontros realizados com as lideranças comunitárias das regionais de Vitória, ampliando esse modelo de escuta para as famílias atípicas.

“A ideia dessa reunião é muito parecida com o que já fazemos nas regionais, um modelo que tem dado muito certo. Queremos que cada associação e cada representante tenha seu momento para apresentar as principais demandas, e que os secretários possam responder e encaminhar as questões. O nosso objetivo é escutar, gerar sensibilidade para esses temas e construir soluções de forma conjunta. Sabemos que nem tudo será resolvido em um único encontro, mas queremos que este seja um espaço permanente de diálogo, onde as famílias se sintam acolhidas e possam participar da construção das políticas públicas”, afirmou a prefeita.

Entre as manifestações, a presidente da Associação de Mães, Pais e Amigos de Autistas do Espírito Santo (Amaes), Pollyana Paraguassu, agradeceu à Prefeitura pela criação do espaço de escuta e destacou a importância de ampliar o suporte às pessoas com transtorno do espectro autista após o encerramento do atendimento clínico. Como sugestão, propôs a criação de uma rede de apoio para que essas pessoas e suas famílias não fiquem desamparadas após a alta. Em resposta, as Secretarias Municipais de Saúde e de Assistência Social informaram que irão discutir, em conjunto, alternativas para estruturar esse acompanhamento.

Outra demanda foi apresentada por Erika Almeida, representante da Associação Capixaba de Paralisia Cerebral (ACPC), que solicitou esclarecimentos sobre os encaminhamentos para atendimento com nutricionistas. A equipe da Secretaria Municipal de Saúde explicou o fluxo de encaminhamento, detalhando como funciona o acesso ao serviço e esclarecendo as dúvidas apresentadas durante a reunião.

As demandas são debatidas diretamente com os gestores responsáveis, que esclarecem dúvidas, apresentam encaminhamentos e avaliam soluções de acordo com a competência de cada secretaria. A proposta é tornar os encontros um canal permanente de construção coletiva, garantindo que as políticas públicas sejam cada vez mais alinhadas às necessidades das pessoas com deficiência e de suas famílias.

A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Vitória com uma gestão participativa, baseada na escuta qualificada, no diálogo e na construção conjunta de soluções para promover mais inclusão, acessibilidade e qualidade de vida para a população.

Lei nº 10.363

Durante o encontro, a prefeita também sancionou a Lei nº 10.363, que institui diretrizes para a criação das chamadas Salas do Silêncio nas instituições de ensino públicas e privadas de Vitória. Os espaços serão destinados ao acolhimento e à autorregulação sensorial de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições neuroatípicas, contribuindo para a redução da sobrecarga sensorial e favorecendo a inclusão no ambiente escolar. A implementação nas escolas públicas ocorrerá de forma progressiva, conforme a disponibilidade orçamentária e as condições técnicas de cada unidade.

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